Um Novo Desafio...

Tuesday, January 16, 2007

E-Portefólio

Ante a campanha “e-Portfolio para todos”, lançada pelo Consórcio Europeu EIfEL (European Institute for E-Learning), ninguém mais se pode dar ao descuido de não construir, o mais rapidamente possível, o seu e-portefólio. 2010 está a chegar e como cidadãos europeus que somos, devemos “acompanhar a corrida” a par dos nossos restantes parceiros da Europa!

Qual a razão desta emergência? O e-portefólio é considerado um “instrumento de facilitação da mobilidade, de transparência e do reconhecimento das aprendizagens formais e informais, realizadas ao longo da vida.”

Mas afinal, o que é o e-portefólio?
Historicamente, os portefólios começaram por surgir no campo das artes, como instrumentos de exposição de trabalhos realizados por artistas. Ao longo do tempo, têm vindo a construir-se com diferentes terminologias, como são exemplos os porta-fólios, os processo-fólios, os diários de bordo, dossiers, etc.
Porém, considera-se hoje que o e-portefólio não é um mero “porta folhas”, mas sim um instrumento de trabalho, no qual pode constar uma selecção de trabalhos, documentos, materiais, recursos, etc., considerados relevantes após um processo de análise crítica e de devida fundamentação.

Os e-portefólios (também designados portefólios electrónicos ou webfólios) são as adaptações dos portefólios para o formato digital e surgem como resposta às exigências da actual sociedade.
O aparecimento crescente dos e-portfólios e a importância dada à temática tem vindo a ser motivada pelas “dinâmicas de funcionamento numa economia do conhecimento; pela mudança da natureza das aprendizagens e pela mudança das necessidades dos aprendizes.”

Na era do conhecimento, valorizam-se os saberes e competências dos indivíduos e o e-portefólio permite mostrar essas mesmas competências de uma forma dinâmica, podendo estas ser descritas através de meios variados e muito mais interessantes do que seria uma simples listagem de certificados num currículo, por exemplo.

Existem e-portefólios desenvolvimentais, reflexivos e representativos e podem ser individuais, de grupo, de organizações ou comunidades de interesse, consoante o objectivo e contexto da sua concretização.

No processo de ensino/aprendizagem, por exemplo, os e-portefólios são percepcionados como ferramentas valiosas, facilitadoras de aprendizagens e como uma forma de avaliação, na medida em que está implicado um percurso em constante reflexão, avaliação e revisão.

Os e-portefólios apresentam grandes possibilidades, permitindo a interactividade (ligações a outros recursos) e constante reformulação e reconstrução, tendo a vantagem de estar online e, portanto, sempre disponíveis.

Sá-Chaves (2000) refere que o portefólio permite “ …um fluir do pensamento à medida que se vai (ou não) sendo capaz de analisar criticamente as suas práticas, desde o nível técnico ao ético e de se auto-analisar como sujeito responsável na transformação das situações e no sentido dos valores que fundam e dignificam a condição humana e, nela, o inquestionável valor diferenciador de cada um.”

Quanto aquilo que penso acerca do que deve ser o meu e-portefólio, tenho a referir que, durante a minha prática pedagógica na Universidade de Aveiro, já tive a oportunidade de elaborar um portefólio, tendo sido uma experiência muito enriquecedora e gratificante, embora também bastante trabalhosa.
Em relação aquilo que eu gostaria que fosse o meu e-portefólio, talvez possa apontar um instrumento em que pudesse fazer, de formas muito variadas, uma retrospectiva do meu background, em que se aliasse um pouco do percurso pessoal ao percurso profissional e que tivesse uma continuidade ao longo da minha vida, como reflexo daquela que tem vindo a ser a minha construção, junto daquilo e daqueles que me têm acompanhado.
Fontes:

CHAVES, Idália de Sá. (2000) Portefólios Reflexivos: estratégias de formação e de supervisão. Aveiro : Universidade de Aveiro.

CENTRA, J. (1994) The use of the teaching portfolio and student evaluation for summative evaluation. Journal of Higher Education.

http://www.app.pt/webfolio/webfolioapp.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/EPortfolio

http://gabinetedeinformatica.net/wp15/2007/01/05/portafolios-electronico-que-son-y-como-pueden-beneficiar-experiencias-de-aprendizaje-i/

Tuesday, December 12, 2006

Web 2.0

O termo Web 2.0 foi usado pela primeira vez em Outubro de 2004, numa sessão de brainstorming realizada entre O’Reilly Media e Media Live International, onde se chegou à conclusão que a “a Web era mais importante do que nunca, com apaixonantes novas aplicações e com sites Web aparecendo com surpreendente regularidade”.

Desde então, esta temática tem sido alvo de grandes discussões e até mesmo motivo de discórdia entre especialistas que não chegam a consenso acerca do que é, exactamente, a Web 2.0.

Há quem defina esta como sendo a “segunda geração da World Wide Web”, reforçando-se o conceito de troca de informações e colaborações dos internautas com sites e serviços virtuais, possibilitando um ambiente on-line mais dinâmico e interactivo.

Muitos críticos, porém, consideram que toda a divulgação que se tem feito em torno deste assunto não é mais do que uma mera questão de marketing, uma vez que o “universo digital” já apresentava interactividade e apenas se verificou o reforço desta característica, não tendo ocorrido mudanças tecnológicas significativas na estrutura da grande rede, logo, não se tratando de uma “segunda geração” da Web.

Do que ninguém, certamente, duvidará será dos avanços que se operaram entre a Web 1.0 e a Web 2.0. As aplicações desta última disponibilizam “interfaces tão dinâmicas quanto as existentes nas tradicionais aplicações desenvolvidas para desktops, em contraposição com as páginas praticamente estáticas” da web 1.0.

O’Reilly registou algumas premissas básicas da web 2.0, a saber:
1. A Internet é perspectivada como uma plataforma para processar, consumir e produzir informação através de um computador;
2. Servindo-se de uma combinação de tecnologias como a Web services, Ajax e Web syndications, a Web 2.0 conseguiu aumentar a velocidade e a facilidade de uso de aplicativos Web, aumentando, deste modo, o conteúdo (colaborativo e expositivo) existente na Internet.
3. Passou a ser possível aceder-se aos conteúdos e produzir, também, de forma simples e directa;
4. Os aplicativos Web passaram a poder actualizar-se de forma constante, linear e independente da acção do usuário final;
5. Passou a valorizar-se a simplicidade e facilidade de programação.

De momento, o Google é a maior referência da Web 2.0, adoptando-a em muitos dos seus aplicativos, como são exemplos o Gmail, Blogger, Google Maps e Google Calendar.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/web_2.0
http://sociedadedelainformacion.telefonica.es/
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml

Netiquete

Eis mais um vocábulo do qual nunca tinha ouvido falar…
À primeira vista, confesso que Netiquete me pareceu um termo estranho, contudo, quando percebi a derivação da palavra, tudo ficou mais fácil.
O termo Netiquete surge das palavras Etiqueta e Internet, significando, portanto, regras de etiqueta que se recomenda a que estejamos atentos ao usar a Internet, sobretudo no que concerne aos e-mails, chats e listas de discussões.


Por outras palavras, pode dizer-se que se trata de um conjunto de normas sociais e de conduta que os Cibernautas deverão cumprir para tornar o espaço virtual que partilham mais fácil, agradável e interessante de usar.
Apela-se, assim, à ética e ao bom-senso de milhões de usuários da rede, acentuando-se, acima de tudo, a relevância de termos sempre presente a noção de que estamos a comunicar com pessoas e não com máquinas.


De facto, é importante conhecermos a Netiquete para não corrermos o risco de cometermos erros e de sermos mal interpretados, até sem que nos apercebamos disso, podendo mesmo vir a ser excluídos da vida em rede. Será necessária cautela, sobretudo quando o nosso único meio de comunicação é a escrita e não temos a possibilidade de observar e interpretar gestos, posturas e expressões faciais.
Para minimizar este problema podem usar-se ícones (smileys) formados por parênteses, pontos, vírgulas ou outros símbolos do teclado que representam carinhas desenhadas na horizontal e denotam emoções.

É, pois, relevante ser-se sempre educado e utilizar uma escrita correcta em termos gramaticais, evitando-se, por exemplo as abreviações e o recurso a letras maiúsculas, salvo nos títulos ou em vocábulos que se pretenda realçar.

Também em termos de conteúdo, as informações deverão ser concisas, coerentes e importantes, respeitando-se sempre o tempo e privacidade do outro e os direitos de autor, no caso de citações.
Se porventura se enviarem mensagens longas, deve constar já no assunto das mesmas essa indicação, escrevendo-se a palavra "longa".

Uma outra coisa que não é recomendado fazer-se no chat e que, por acaso, eu tinha o hábito de fazer, é escrever poucas palavras em cada frase, devendo-se escrever pelo menos 7o caractéres antes de se enviar a mensagem para que não seja aborrecido para a pessoa que está a ler.

Muito mais poderia eu escrever sobre Netiquete mas vou terminar, postulando que, na verdade, é muito importante sabermos estar e sabermos comportar-nos em todos os domínios do Ciberespaço. Eu, concretamente, já não vivo sem Internet e não quero ser excluída! ;-)

Desejo um Feliz Natal a todos!

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/netiqueta
http://www.netiqueta.org/netiqueta_para_que.shtml
http://www.eduteka.org/Netiqueta.php3
http://wiki.gleducar.org.ar/wiki/Normas_de_netiqueta

Wednesday, November 22, 2006

Indicadores de Qualidade de um Site

São 9 horas da manhã...
Isto de acordar a pensar nos "indicadores de qualidade de um site" tem muito que se lhe diga!
Começo, então, por "consumir com moderação" alguns textos, já que os efeitos secundários podem ser... muito enriquecedores e inesquecíveis, tal como aconteceu com a elaboração da minha primeira página pessoal ; )

Da análise realizada aos documentos de Amélia Carvalho
[1] e de Amélia Carvalho, Alcino Simões e João Paulo Silva[2], constatei que diferentes autores se pronunciam sobre este assunto, enunciando vários indicadores de qualidade de um site. Não querendo fazer uma abordagem exaustiva da temática, optarei por fazer um comentário de carácter mais genérico, referente a tudo aquilo que li.

É sabido que os sites têm vindo a evoluir, tendo-se atravessado várias fases até se chegar ao conceito “HOME RUN”, criado por Nielsen, no ano 2000. Esta evolução reflecte-se em termos do design gráfico, na diversidade de recursos que vão sendo disponibilizados, na comunicação que se intensifica e no papel atribuído ao utilizador que passou de leitor passivo a autor interventivo.

Quando a realidade com que nos deparamos é o “dilúvio da informação”, importa saber-se muito bem “distinguir o trigo do joio na Web”. Para tal, é necessário atentar para os indicadores de qualidade dos sites considerando-se 3 domínios, a saber: Usabilidade, Qualidade e Confiança na Informação.

1. “O site é fácil de usar?”
A velocidade da informação; o design da página e a legibilidade da informação são factores determinantes!
“A sobriedade e a simplicidade impõem-se!”e é importante saber-se onde se está e como se vai para?!

2. “A informação tem qualidade?”
- Quem é o responsável pelo conteúdo da página?
- Que referências bibliográficas sustentam a informação?
- Que outros sites abordam a mesma temática?
- É feita a contextualização das finalidades da informação?
- Qual a utilização didáctica ou pedagógica (sites educativos)?
- A informação respeita o utilizador?


3. “A autoria da informação é de confiança?”
- A data de elaboração e actualização do site é visível?
- O nome e endereço do autor estão presentes?
- Qual é a sua formação profissional?
- Que projectos desenvolveu/está a desenvolver?
- Que textos tem publicados?

Muito mais poderia eu dizer acerca deste assunto, sobretudo agora que já estou bem desperta (também para esta realidade que, até há bem pouco tempo, não questionava) mas, na verdade, fico sempre com a ideia de que estou a escrever demasiado, sabendo que o texto dos post deve ser curto.

Sendo assim, fico por aqui. Bom trabalho a todos e, atenção, não acreditem em qualquer site! : )

[1] CARVALHO, Ana Amélia A. (2006). “Indicadores de Qualidade de Sites Educativos”. Cadernos SACAUSEF – Sistemas de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, N.º 2, Ministério da Educação.

[2] CARVALHO, Ana Amélia A.; SIMÕES, Alcino & SILVA, João Paulo (2004). “Indicadores de Qualidade e de Confiança de um Site”, in M.P. Alves & E. A. Machado (ed). Actas das II jornadas da Secção Portuguesa de ADMEE: A Avaliação e a Validação de Competências em Contextos Escolares e Profissionais, Braga, Portugal: CEDI, IEP.

Thursday, November 02, 2006

Blog na Empresa: "Em que posso ser útil?"

A questão levantada pela professora Amélia acerca da utilidade do blog nas empresas, poderá ir ao encontro da temática que estamos agora a abordar na disciplina "Formação e Gestão de Recursos Humanos", no que respeita às organizações.

Referindo-se aos novos desafios da Gestão de Recursos Humanos nas empresas, Pedro Camara et al.(2001), na sua obra Humanator refere que "Às estruturas fortemente hierarquizadas, herdadas do passado, vão sucedendo as organizações flexíveis (...), [em que] a tomada de decisão no topo da pirâmide organizacional está a ser substituída pela delegação de competências e a atribuição do poder decisório às equipas que realizam o trabalho e estão mais próximas dos clientes".
Atentando para esta situação e considerando que os colaboradores da empresa são percepcionados como "recursos estratégicos", essenciais para a sobrevivência da mesma, a questão do blog pode começar desde já a fazer sentido.

De facto, a realidade actual exige às empresas uma enorme organização que, inevitávelmente, implicará, do meu ponto de vista, uma comunicação permanente entre todos os seus membros, numa relação personalizada e num trabalho de equipa.
Assim, em meu entender, o blog será uma excelente ferramenta para implementar essa mesma comunicação interna que, entre outras coisas, permitirá uma maior coesão, coresponsabilização e um maior espírito de pertença por parte de todos os colaboradores o que, certamente, originará da sua parte, uma maior motivação e empenho, sobretudo porque todos podem fazer os seus comentários, dando os seus contributos, opiniões, discutir ideias, etc.

Salienta-se, também a funcionalidade do blog que vem facilitar a vida na empresa, por exemplo, na resolução de algumas questões que têm de ser tratadas com rapidez, permitindo que cada um aceda à informação ao seu ritmo e no momento mais oportuno para o seu trabalho.

Citando as palavras de Elisabete Barbosa et al., (Weblogs - Diário de Bordo, 2004), o "weblog (...) poderá funcionar de forma excelente em equipas de trabalho que desenvolvem projectos comuns , com destaque para situações em que os elementos da equipa estão em locais geográficos diversos".

Sem me querer alongar muito, gostaria ainda de me referir à utilidade do blog no que respeita à comunicação externa e à promoção comercial. Tabém nestes campos o blog poderá ser muito útil, por exemplo na divulgação do posicionamento da empresa face à actualidade económica , social e política e na promocão de produtos e serviços, sendo encarado como um espaço de afirmação e posicionamento estratégico da empresa.

Termino relembrando que a informação postulada no blog fica registada e todos poderão ver o que foi publicado, peritindo uma evolução coerente do processo, sendo que o blog poderá, na minha opinião, ser analisado tabém como um marco histórico da empresa em que vai sendo espelhada a sua cultura e os seus princípios.

Boa semana de trabalho para todos!


Wednesday, October 25, 2006

Reflexões acerca do Blog...

Depois de feitas várias pesquisas, leituras e reflexões acerca do que é o blog e da sua utilidade, eis-me aqui, entusiasmada por pertencer a este novo mundo denominado blogosfera!

Constatei, desde logo, que há variadissimas e até engraçadas definições registadas acerca do blog. Considero, porém, que as mesmas se articulam e complementam de uma forma muito positiva.

Na obra "Geração Blogue" (2006), Graniere define blog como sendo uma "nova tecnopsicologia" e, na verdade, esta definição faz sentido se atentarmos para o facto de o blog nos levar para além de nós mesmos, permitindo-nos partilhar ideias, momentos, experiências, saberes, etc., de uma forma rápida, acessível, livre, democrática...

Ségolène Royal dizia que "(...) quando falamos com as pessoas ao fim do dia, estamos cansados mas, cheios de ideias. Se continuarmos a fazer política só entre nós, nunca chegaremos a nada."

Na verdade, em meu entender, o blog é muito mais do que um diário e do que um simples registo, pelo facto de nos possibilitar a interacção, a partilha, a crítica e a discussão com os leitores, de forma divertida.

De facto, as potencialidades do blog são imensas e ampliadas a qualquer grupo social, se assim se pode dizer. Inclusivamente, tentei equacionar o quanto este "instrumento" me poderá ser útil, não só enquanto aluna, mas sobretudo enquanto Educadora de Infãncia e imaginei o quão poderá ser rica uma possível interacção com outras colegas de profissão e até mesmo com os familiares das crianças, por exemplo na construção de um portfóleo em forma de blog.

Pois, é que afinal, no Blog é possível realizar todo o tipo de registo, como desenhos, fotos, imagens, videos, etc.

Sem me querer alongar mais - uma vez que não se deverá escrever muito em cada post - termino com esta sensação de que (como referem Elisabete Barbosa e António Granado na sua obra Weblogs, Diário de Bordo, 2004) efectivamente, o blog é sinónimo de "liberdade de expressão" e "prazer de escrever"!

Ficarei a aguardar comentários...
Beijinhos a todos.

Saturday, October 14, 2006

Um novo desafio...

"O Caminho faz-se caminhando!"

Este é um sábado diferente...
Estou a gostar bastante do grupo de colegas e de professores e, os programas das disciplinas parecem set todos bastante estimulantes e desafiadores. Gosto disso!


Fico feliz sempre que aprendo algo de novo e hoje já descobri novos caminhos que tentarei percorrer na contrução de novos saberes. Afinal, é para isso que cá estamos todos.

Quanto ao blog, já tinha visto o de outros colegas e gostei bastante mas faltava-me dar o passo para a criação do meu próprio blog... afinal, é mais fácil do que parecia.

Penso que esta disciplina irá ajudar-me a desmistificar muitos outros preconceitos acerca nas novas tecnologias da informação.